Caro leitor,
Ronaldo se despediu, a Copa do Brasil conheceu seu vencedor, o Brasileirão começou, mas as atenções estão mesmas voltadas para a final da Taça Libertadores da América, disputada por Peñarol, do Uruguai, e Santos.
São, nada mais nada menos, que sete títulos sul-americanos em campo (cinco por parte dos uruguaios e dois pelo lado brasileiro). Além de toda história e tradição de ambas as equipes, o fato de elas já terem protagonizado a final da Libertadores de 1962 apimenta mais a disputa.
Naquele ano, o Santos bateu o Peñarol por 1x2 em Montevidéu. Jogando na Vila Belmiro, o Peñarol conseguiu levar a decisão para um futuro terceiro jogo: 2x3 em plena Vila Belmiro. Este jogo só não foi um qualquer devido a um episódio no mínimo curioso.
A Noite da Garrafada
O Peñarol precisava vencer na Vila se quisesse ser campeão, e, sabendo disso, veio para cima e abriu o placar. O Santos virou o jogo para 2x1, tudo no primeiro tempo. Logo no início da segunda etapa, o atacante Spencer empatou para os uruguaios. O goleiro Gilmar reclamou que o unuguaio Sasía havia jogado terra nos olhos dele no lance. Na confusão, uma garrafa foi arremessada das arquibancadas no bandeirinha chileno Massaro.
Depois de uma longa paralização para atendimento do bandeirinha, o jogo recomeçou. E logo no primeiro lance o Peñarol virou a partida para 2x3. O jogo novamente foi paralizado devido à reclamações dos santistas sobre uma suposta falta em cima de Calvet na jogada: muita confusão no gramado.
Após novo reinício, Pagão empatou para o Santos, aos 22 minutos. O juiz terminou a partida bem antes do tempo regulamentar, mesmo assim a torcida saiu do estádio comemorando o título da América.
No entanto, no dia seguinte, o árbitro assinalou na súmula que o jogo havia terminado quando eram apontados 2x3 no placar. Sua justificativa era de que só havia prosseguido o jogo por questões de segurança, temendo uma revolta da torcida santista.
Assim, houve o terceiro jogo, realizado em campo neutro (no estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires, Argentina). Este jogo marcava a volta de Pelé, que não havia jogado nas duas primeiras partidas por contusão. Com a presença do Rei em campo, tudo ficou mais fácil: 3x0 para o Peixe e a primeira conquista da Libertadores da América em 1962.
Agora, 49 anos depois, Santos e Peñarol reinventam a história.
Quarta-feira, 22/Junho/2011, Pacaembu, a grande decisão.
Sem comentários:
Enviar um comentário